A invenção de si: o self, a memória e aquilo que ficou pelo caminho
na escrevedeira, em outubro.
Encontro 1 – Por que narramos a nós mesmos
Literatura, identidade, memória e self narrativo
Pergunta: A experiência humana precisa mesmo assumir uma forma narrativa?
- Identidade como (re)construção incessante, não como eixo fixo
- A neurociência do self
- Memória como reorganização contínua e nem sempre confiável
- O self entre o individual e o coletivo
- O self moral
- Literatura como laboratório de diferentes formas de subjetividade.
Encontro 2 – Entre fato e ficção
Autobiografia, autoficção, narradores de si, fabulação
Pergunta: Qual o limite entre o relato e a invenção de si?
- Explorando a fronteira porosa entre o lembrar e o inventar
- A autobiografia como construção e condição de legibilidade do self
- A autoficção como forma contemporânea de tensão entre a verdade e a performance
- O narrador como intérprete de si e do próprio tempo
- A história, a cultura e o self
- Ninguém é neutro: por que não há observador objetivo
- A quimera do ‘narrador-câmera’ de Flaubert.
Encontro 3 – Formas híbridas do eu
Digressão, reflexão, ensaísmo, suspensão
Pergunta: Quais as diferentes formas que a escrita de si pode assumir?
- Formas híbridas e escrita de si: causas e efeitos
- A digressão como técnica
- Ação e reflexão, ou contar e pensar
- O fluxo de consciência e a construção do self
Encontro 4: Fragmentação de si
O eu fragmentado, traumatizado, desconexo
Pergunta: E quando não há uma linha narrativa inteiriça?
- A quebra ou crise da linearidade
- Fragmentação da experiência
- Fabulação involuntária
- A linguagem fraturada
- Desconexão como resposta ao trauma
- O narrador inteiramente não confiável
- A representação do emaranhado.